Digníssimo colega Professor nesse 15 de outubro que se finda venho por meio de minha rede social trocar algumas palavras com você que compartilha da mesma profissão que carrega o peso de transformar o mundo e o coração humano, mas que tantas vezes é esquecida, desvalorizada e exaurida.
Você Professor que entre a Cruz do Dever e a Luz da Vocação como lê-se:
“O coração do sábio adquire o conhecimento, e o ouvido dos sábios busca a sabedoria.”
Provérbios 18:15
Ser professor é viver entre o divino e o humano.
É ser a voz que ensina o verbo a existir.
É semear em terras áridas, acreditando que o amanhã ainda pode florescer.
Mas ser professor no Brasil é, muitas vezes, carregar uma cruz que não escolheu,
a cruz da desvalorização, do salário que envergonha a dignidade,
das condições precárias, das cobranças impiedosas e da constante
exigência de ser “resiliente”, mesmo quando o cansaço já é crônico.
É ensinar dentro de salas sem estrutura, em contextos de violência e indiferença,
tendo que maquiar a dor com um sorriso, para continuar sendo o alicerce de
uma sociedade que aprendeu a desvalorizar quem mais a sustenta.
O professor é equilibrista, caminha no fio da esperança.
Ensina mesmo quando ninguém quer aprender.
Educa mesmo quando o respeito parece ter sido reprovado pela
pressa e pelo egoísmo coletivo.
E o maior desafio não é o conteúdo, é o contexto.
Como ensinar valores em tempos em que a ética é considerada ultrapassada?
Como despertar o interesse em uma geração que nasceu distraída, imediatista,
moldada por telas e não por afetos?
Do ponto de vista psicológico, o professor vive um paradoxo: é mediador de conhecimento,
mas raramente tem espaço para ser ouvido.
É cobrador de resultados, mas pouco recebe reconhecimento emocional.
É cobrado a cuidar da saúde mental dos alunos, enquanto a sua própria se despedaça no silêncio.
E mesmo assim, ele vai.
Deixa sua casa, seus filhos, suas dores…
E vai, porque acredita.
Porque, como dizia o economista britânico William Arthur Lewis,
“a educação é o único investimento com retorno garantido.”
No fundo, o professor é um sacerdote do saber, um terapeuta da ignorância,
um jardineiro de almas.
Ele não apenas ensina, ele transforma.
Mesmo quando o mundo insiste em não perceber, o professor continua,
porque dentro dele há algo maior que um diploma: há um chamado.
E esse chamado vem do alto.
Deus o fez para ensinar.
E ensinar é servir.
É o ofício mais próximo do coração de Cristo, que também foi chamado de Mestre.
“O discípulo não está acima do mestre, mas todo o que for perfeito será como o seu mestre.”
Lucas 6:40
Hoje, 15 de outubro, é dia de celebrar não apenas uma profissão,
mas um ato de coragem, fé e resistência.
A você, professor
que ensina entre lágrimas,
que transforma entre dores,
e que acredita, mesmo quando o sistema desacredita
meu respeito, minha admiração e minha oração.
Porque o mundo só existe de pé…
porque um professor, em algum lugar, escolheu não desistir.
#DiaDoProfessor #GratidãoAoMestre #EducaçãoTransforma #ChamadaDivina #ProfessoresDeLuz
Por Magda Silva
Cristã Evangélica, Professora, Mentora, Especialista em Neuropsicologia e Analista Comportamental com foco em Orientação Profissional

Nenhum comentário:
Postar um comentário